Os desafios
que se apresentam para a tipografia na era digital são
muitos. As antigas formas de produção cultural hoje
são absorvidas por meios eletrônicos cuja maior característica
é a ausência de um suporte, ou seja, são virtuais.
Por conta disso, para os jovens designers, parte da história
das artes gráficas se perde nos modernos sistemas de impressão
e mídias eletrônicas que, prezando pela planificação,
confinam ao passado a rica herança escultórica dos
tipos em metal. Por exemplo: uma fonte tipográfica como
a Garamond é um verdadeiro patrimônio cultural do
Ocidente que vêm sofrendo vários redesenhos no decorrer
do tempo, de modo que seus traços possam se adaptar aos
novos modos de composição e impressão de
texto. Mas como a Garamond se comporta em uma tela de computador?
Não teria sua natureza escultórica e tridimensional
limitado sua eficácia apenas para a mídia impressa?
O tipo gráfico é uma herança da era mecânica,
mas como readapta-lo à era digital?
Neste estudo
o autor o autor se propõe a entender o desenho do tipo
gráfico a partir do tipo móvel e modular idealizado
por Gutenberg.
128 páginas
Ilustrado
ISBN 85-88343-29-0